Nos últimos jogos, o Vitória tem enfrentado dificuldades em manter a posse de bola e em criar oportunidades claras de gol. A equipe, sob a direção de Jair Ventura, tem utilizado predominantemente um esquema 4-2-3-1, mas algumas nuances táticas podem ser ajustadas para maximizar o potencial do elenco.

Uma das principais áreas a serem revistas é a transição defensiva. O time frequentemente permite contra-ataques rápidos dos adversários, evidenciando a necessidade de um volante mais posicional. Implementar um jogador com características de contenção, que possa atuar como um pivô defensivo, ajudaria a estabilizar a defesa e a recuperar a posse de bola de maneira eficaz.

Além disso, a linha de ataque do Vitória, que conta com jogadores rápidos como Marcos Cabrobo e Bernardo Rocha, deve ser mais apoiada pelos alas. O time tem tendido a jogar pelas laterais, mas a falta de apoio nas subidas dos laterais tem resultado em jogadas estéreis. A inclusão de um lateral mais ofensivo, que possa se alinhar com o meio-campo, poderia abrir espaços e criar mais variações nas jogadas ofensivas.

Outra sugestão é o uso de uma formação mais dinâmica, como 4-3-3, que proporcionaria uma maior presença no meio-campo. Isso não apenas ajudaria a controlar a posse de bola, mas também permitiria que o Vitória pressionasse mais alto, forçando os erros do adversário. Um meio-campista criativo, que possa flutuar entre as linhas, seria crucial para conectar a defesa ao ataque e criar oportunidades de gol.

Por fim, a preparação para os clássicos contra o Bahia deve incluir um foco especial na mentalidade dos jogadores. A rivalidade exige um desempenho que vá além do tático; é preciso que os atletas estejam mentalmente preparados para lidar com a pressão e a atmosfera desses jogos. Uma abordagem mais intensa e focada pode ser a chave para conquistar vitórias nesses confrontos decisivos.