O Esporte Clube Vitória teve seu presidente, Fábio Mota, e o atacante Erick suspensos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após julgamento de reclamações contra a arbitragem. As punições vêm na sequência da derrota do rubro-negro baiano por 3 a 1 para o Athletico-PR, pela 13ª rodada da Série A, onde integrantes do clube expressaram forte descontentamento com as decisões em campo.
Fábio Mota recebeu uma suspensão de 30 jogos, enquanto o atacante Erick foi punido com dois jogos. O técnico Jair Ventura, também denunciado, foi absolvido pelo STJD. As suspensões podem impedir Mota e Erick de participar do próximo confronto do Esporte Clube Vitória, neste sábado (2), contra o Coritiba, pela 14ª rodada da Série A, a menos que consigam um efeito suspensivo.
Os dirigentes e o jogador foram enquadrados no artigo 258, parágrafo segundo, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de "desrespeitar os membros da equipe de arbitragem ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões". O artigo 258 também abrange conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva, com punições que variam de uma a seis partidas de suspensão, além de multa.
A derrota do Esporte Clube Vitória para o Athletico-PR foi marcada por lances polêmicos. Um pênalti considerado duvidoso foi assinalado a favor do Athletico. Além disso, houve incidentes como a dividida de Luiz Gustavo em Zé Vitor e a falta dura de Arthur Dias em Renê, ambos resultando apenas em cartão amarelo e sem intervenção do VAR, o que gerou grande insatisfação no clube.
Casos semelhantes de punições por críticas à arbitragem já ocorreram, como com o zagueiro David Duarte e o técnico Rogério Ceni, do Bahia, que foram suspensos por um jogo. O Esporte Clube Vitória, inclusive, já havia protestado contra a arbitragem em episódios anteriores, como após o jogo contra o Flamengo, onde o clube fez uma representação e pediu os áudios do VAR.
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